Reflexão sobre a educação do país
O presente artigo apresenta uma
análise das ações do governo em prol da educação, onde podemos perceber que o
Brasil despertou sua atenção de maneira tardia para a importância da educação.
É por meio da educação que o país
tende a se desenvolver em todos os setores, seja ele economicamente,
culturalmente, socialmente, enfim... Para se atingir esse objetivo se faz necessário
apreender que a educação de um país precisa de ações de um conjunto de
colaboradores: união, governos federal, estadual e municipal, além de contar
com o esforço de vários profissionais da educação, como: professores, coordenadores,
gestores, pais, alunos e a sociedade.
A educação no país ainda tem
muitos desafios a enfrentar e é preciso valorizar os profissionais que se
engajam nessa perspectiva de que é através da educação que podemos construir um
país melhor.
Ministro faz Raio-X da educação básica no Brasil
ArtigoEm artigo publicado
no jornal Folha de S. Paulo, nesta terça (11), Paim faz levantamento de ações
do governo em prol da educaçãopor Portal BrasilPublicado: 11/03/2014
19:41Última modificação: 11/03/2014 19:41
O Ministro da
Educação, Henrique Paim, publicou artigo nesta terça-feira (11), no
jornal Folha de S. Paulo, intitulado Raio-X da
educação básica. Confira a íntegra:
Mudar o processo educacional brasileiro exige grande esforço, ainda mais
em um País que teve um despertar tardio para a importância da educação em seu
desenvolvimento.
O esforço é conjunto, pois, na educação básica, o sistema funciona em regime
de colaboração entre a União, Estados, Distrito Federal e municípios. Cada
Estado e cada município tem autonomia de seu sistema de ensino, cabendo à União
estabelecer diretrizes e apoiar técnica e financeiramente os entes federados na
cruzada pela educação com mais acesso, garantindo ao estudante uma trajetória
regular e de qualidade.
Em outra dimensão, o esforço é conjunto porque envolve uma gama de
atores: professores, gestores, os demais profissionais de educação, as
famílias, os estudantes e a sociedade. Sabemos que as políticas públicas
educacionais surtem efeito em médio e longo prazo. O investimento na construção
de escolas de educação infantil trará retorno para o Brasil daqui a 20 anos.
Isso porque uma criança que tem acesso a essa escola terá mais chance de
concluir a educação básica na idade própria e de se tornar um profissional mais
qualificado.
Por isso devemos enxergar os dados do Censo da Educação Básica de 2013
com dois olhares. O primeiro é o de que ainda temos muitos desafios pela frente.
O segundo, o de que devemos destacar os bons resultados dos esforços conjuntos.
Eles mostram que a educação básica no país avançou.
O crescimento de 7,5% nas matrículas das creches está associado a uma
política de financiamento, por meio do Fundeb, e de investimento em
infraestrutura para receber esse público. O governo federal tem como meta
contratar a construção de 6.000 creches até o final deste mandato da presidenta
Dilma, e o que foi feito até agora já permitiu que o atendimento aumentasse 73%
de 2007 para 2013.
No ensino fundamental, a redução de matrículas significa que o fluxo
escolar melhorou. Outra boa notícia é a ampliação da educação em tempo
integral. De 2010 para 2013, houve um crescimento de 139%, com o número de
matriculados saltando de 1,3 milhão para 3,1 milhões. Só no ano passado, esse
aumento foi de 45%. É importante ressaltar que, dos 3,1 milhões de matrículas,
3,07 milhões foram na rede pública. O MEC (Ministério da Educação) tem
repassado, em média, R$ 2 bilhões por ano para a ampliação da jornada escolar.
A partir do programa Mais Educação-Educação em Tempo Integral, que se
revelou uma estratégia bem-sucedida do MEC para a implantação da jornada
integral nas redes públicas, podemos acreditar que é factível a meta do Plano
Nacional de Educação – que espera aprovação no Congresso Nacional – de termos
25% dos alunos em tempo integral nos próximos dez anos.
Na educação profissional, saímos de 780 mil matrículas em 2007 para 1,44
milhão em 2013, um crescimento de 85%. Para isso, diversas políticas e ações
foram determinantes. A expansão das redes federal e estaduais de educação
profissional, científica e tecnológica foi uma delas. Outra foi o Pronatec,
prioridade do governo da presidenta Dilma, que chegará ao fim deste ano com 8
milhões de matrículas, sendo 2,4 milhões no ensino técnico.
Após a inclusão recente de milhões de estudantes, o ensino médio tem
hoje novos desafios. O aperfeiçoamento do currículo e a formação de professores
são pontos que já estamos enfrentando. O avanço passa também pela possibilidade
de profissionalização, oferecendo aos jovens, além da escolarização,
qualificação para o trabalho.
O Censo mostra que as políticas públicas estão dando resultados, mas nos
desafia a avançar na busca da melhoria da qualidade da educação para garantir o
desenvolvimento sustentável do País.