quarta-feira, 30 de outubro de 2013




Talassemia


A talassemia é um tipo de anemia crônica e hereditária, ou seja, que passa de pais para filhos. Ela não é transmitida pelo contato físico, nem pelo ar, água ou sangue. Essa doença é diferenciada por ser uma deformidade genética que deriva em redução da produção de um dos dois tipos de cadeias que formam a molécula de hemoglobina. Dependendo dos genes envolvidos, o defeito é identificado como a-talassemia (defeito na cadeia alfa) ou b-talassemia (defeito na cadeia beta). No Brasil, o tipo mais comum é o b-talassemia que pode se dividir em: talassemia minor, talassemia major e talassemia intermédia.
A pessoa com talassemia pode levar uma vida normal, desde que siga as orientações de um especialista. A Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA) possui um papel fundamental na ajuda às pessoas que tem talassemia, pois ela pode orientar sobre os novos tratamentos, dá assistência psicológica e jurídica.
O vídeo abaixo esclarece sobre o que é talassemia, como o portador de talassemia pode fazer para levar uma vida normal e como pode ser diagnosticado um portador dessa anemia crônica. Como já mencionado, ela está dividida em três tipos, o tipo mais agressivo é chamado de talassemia major, onde o portador deve fazer transfusões de sangue durante toda a vida. O transplante de medula óssea e células tronco do cordão umbilical são possibilidades de cura para pessoas com talassemia.
Além disso, o vídeo é um apoio aos portadores de talassemia, pois ele orienta e divulga o trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA).


Disponível em: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4mrMkXTVJTY. Acesso no dia 30/10/13.
Leia mais em: 
http://www.saude.sp.gov.br/ses/perfil/gestor/homepage/acesso-rapido/grupo-de-sangue-componentes-e-derivados-hemorrede/o-que-e-talassemia
http://drauziovarella.com.br/letras/t/talassemia/
http://www.infoescola.com/doencas/talassemia/Acesso no dia 30/10/13.

Doenças hematológicas - O que é Anemia?


Anemia é o nome comum de uma série de categorias distinguidas pela ausência na concentração da hemoglobina (elemento do sangue com a função de transportar oxigênio dos pulmões para nutrir todas as células do organismo) ou na produção das hemácias (o mesmo que eritrócitos ou glóbulos vermelhos). Ou seja, a anemia é a condição na qual a hemoglobina no sangue está abaixo do normal como resultado da carência de um ou vários nutrientes que são essenciais para o bom funcionamento de nosso corpo. Falta de ferro, zinco, vitamina B12 e proteínas podem causar anemias.
Elas podem ser agudas ou crônicas, adquiridas ou hereditárias. São agudas, quando há perda expressiva e acelerada de sangue, o que pode acontecer nos acidentes, cirurgias, sangramentos gastrintestinais, etc. As crônicas são provocadas por doenças de base, algumas hereditárias (talassemia e anemia falciforme, por exemplo) e outras adquiridas, como as que ocorrem por deficiência nutricional, na gestação, por deficiência de ferro (anemia ferropriva, a mais comum), por carência da vitamina B12 ou de ácido fólico (anemia megaloblástica).
Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são as pessoas mais comprometidas pela anemia. Isso não quer dizer que os homens não sejam afetados, os homens na fase da adolescência, adulta e até os idosos podem ser comprometidos pela anemia. O vídeo mostra informações de grande importância sobre a anemia, apontando as causas e efeitos que o quadro pode trazer a saúde.




Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=2LLC0FqDuJk. Acesso no dia 30/10/13.

domingo, 27 de outubro de 2013


A importância do tecido muscular

O vídeo é um excelente material que explica como ocorre a atividade realizada pelo tecido muscular dentro de nosso corpo.
O tecido muscular constitui os músculos e está relacionado ao organismo de locomoção e ao processo de circulação de substâncias internas do corpo, decorrência da competência de contrair das fibras musculares em resposta a estímulos nervosos, aproveitando energia abastecida pela degradação da molécula de ATP.
Alguns músculos de nosso corpo necessitam de estímulos como é o caso do músculo esquelético, que é responsável por quase todos os movimentos do corpo. É ele que nos permite alcançar movimentos desde andar à expressar sentimentos.
Já a musculatura estriada cardíaca compõe as células binucleadas do miocárdio, acopladas por discos interpolados que aumentam a adesão entre as células. Assim, acontece a contração rítmica e forte, alimentando a circulação do sangue no corpo.
As células musculares cardíacas realizam o processo de auto-estimulação, não necessitando de um estimulo nervoso para começar a contratura. As contrações rítmicas realizadas pelo coração são provocadas e transportadas por uma organização de células musculares cardíacas transformadas que se encontram abaixo do endocárdio (tecido que reveste o coração).
Na musculatura lisa, as células são longas, espessas no centro e finas nas extremidades, com apenas um núcleo central. O mecanismo molecular de contração do músculo liso é diferente dos outros dois tipos, pois não existem sarcômeros nem troponina.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xsKtR8TsyMQ

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tecido conjuntivo

O tecido conjuntivo é responsável pelo estabelecimento e conservação da forma do corpo, alcançando a ligação entre as diferentes células e órgãos, conservando unidos e dando sustentáculo maquinal. Este tecido funciona como suporte estrutural e é através dele que as células de defesa do nosso corpo se espalham. O vídeo abrange o tecido conjuntivo, os tipos de tecidos conjuntivos, quais as características e funções e nos permite absorver valiosas informações acerca deste assunto.





Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=v6L3mBIlAZc#t=38


Osteoporose é uma doença que necessita de cuidados


A osteoporose é uma doença que atinge mais rápido as mulheres, principalmente após o período da menopausa. Essa doença significa uma descalcificação progressiva dos ossos que se tornam frágil, tornando maior o risco de fraturas. Quando isso ocorre, o paciente deve buscar tratamento para amenizar as consequências da doença. O vídeo a seguir mostra um procedimento clinico e explica, de maneira simples, o que é osteoporose e quais as causas da doença, além de mencionar algumas maneiras de prevenir. 


A importância do tecido ósseo

O artigo abaixo relata a importância do tecido conjuntivo ósseo e traz inúmeras informações sobre a formação do tecido ósseo, sua composição e sua remodelação, com imagens que permitem uma melhor compreensão sobre a estrutura óssea.



Tecido conjuntivo ósseo


O tecido ósseo tem a função de sustentação e ocorre nos ossos do esqueleto dos vertebrados. É um tecido rígido graças à presença de matriz rica em sais de cálcio, fósforo e magnésio. Além desses elementos, a matriz é rica em fibras colágenas, que fornecem certa flexibilidade ao osso.
Os ossos são órgãos ricos em vasos sanguíneos. Além do tecido ósseo, apresentam outros tipos de tecido: reticular, adiposo, nervoso e cartilaginoso.
Por serem um estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam sensibilidade, alto metabolismo e capacidade de regeneração.
Quando um osso é serrado, percebe-se que ele é formado por duas partes: uma sem cavidades, chamada osso compacto, e outra com muitas cavidades que se comunicam, chamada osso esponjoso.
Essa classificação é de ordem macroscópica, pois quando essas partes são observadas no microscópio nota-se que ambas são formadas pela mesma estrutura histológica. A estrutura microscópica de um osso consiste de inúmeras unidades, chamadas sistemas de Havers. Cada sistema apresenta camadas concêntricas de matriz mineralizada, depositadas ao redor de um canal central onde existem vasos sanguíneos e nervos que servem o osso.

Os canais de Havers comunicam-se entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa do osso por meio de canais transversais ou oblíquos, chamados canais perfurantes (canais de Volkmann). O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea, que pode ser de dois tipos: amarela, constituída por tecido adiposo, e vermelha, formadora de células do sangue.


Tipos de células do osso
As células ósseas ficam localizadas em pequenas cavidades existentes nas camadas concêntricas de matriz mineralizada.
Quando jovens, elas são chamadas osteoblastos(do grego osteon, osso, e blastos, “célula jovem”) e apresentam longas projeções citoplasmáticas, que tocam os osteoblastos vizinhos. Ao secretarem a matriz intercelular ao seu redor, os osteoblastos ficam presos dentro de pequenas câmeras, das quais partem canais que contêm as projeções citoplasmáticas.
Quando a célula óssea se torna madura, transforma-se em osteócito (do grego osteon, osso, e kyton, célula), e seus prolongamentos citoplasmáticos se retraem, de forma que ela passa a ocupar apenas a lacuna central. Os canalículos onde ficavam os prolongamentos servem de comunicação entre uma lacuna e outra, e é através deles que as substâncias nutritivas e o gás oxigênio provenientes do sangue até as células ósseas.




Além dos osteoblastos e dos osteócitos, existem outras células importantes no tecido ósseo: os osteoclástos (do grego klastos, quebrar, destruir). Essas células são especialmente ativas na destruição de áreas lesadas ou envelhecidas do osso, abrindo caminho para a regeneração do tecido pelos osteoblastos. Os cientistas acreditam que os ossos estejam em contínua remodelação, pela atividade conjunta de destruição e reconstrução empreendidas, respectivamente, pelos osteoclastos e osteoblastos. 

A formação do tecido ósseo
A ossificação – formação de tecido ósseo – pode se dar por dois processos: ossificação intramenbranosa e ossificação endocondral.
No primeiro caso, o tecido ósseo surge aos poucos em uma membrana de natureza conjuntiva, não cartilaginosa. Na ossificação endocondral, uma peça de cartilagem, com formato de osso, serve de molde para a confecção de tecido ósseo. Nesse caso, a cartilagem é gradualmente destruída e substituída por tecido ósseo.


Nesses ossos, duas regiões principais sofrerão a ossificação: o cilindro longo, conhecido como diáfise e as extremidades dilatadas, que correspondem as epífises.
Entre a epífise de cada extremidade e a diáfise é mantida uma região de cartilagem, conhecida como cartilagem de crescimento, que possibilitará a ocorrência constante de ossificação endocondral, levando à formação de mais osso. Nesse processo, os osteoclastos desempenham papel importante. Eles efetuam constantemente a reabsorção de tecido ósseo, enquanto novo tecido ósseo é formado.

Os osteoclastos atuam como verdadeiros demolidores de osso, enquanto os osteoblastos exercem papel de construtores de mais osso. Nesse sentido, o processo de crescimento de um osso depende da ação conjunta de reabsorção de osso preexistente e da deposição de novo tecido ósseo. Considerando, por exemplo, o aumento de diâmentro de um osso longo, é preciso efetuar a reabsorção de camada interna da parede óssea, enquanto na parede externa deve ocorrer deposição de mais osso.
O crescimento ocorre até que se atinja determinada idade, a partir da qual a cartilagem de crescimento também sofre ossificação e o crescimento do osso em comprimento cessa.
Remodelação óssea
Depois que o osso atinge seu tamanho e forma adultos, o tecido ósseo antigo é constantemente destruído e um novo tecido é formado em seu lugar, em um processo conhecido como remodelação.
A remodelação ocorre em diferentes velocidades nas várias partes do corpo. Por exemplo, a porção distal do fêmur é substituída a cada 4 meses; já os ossos da mão são completamente substituídos durante a vida inteira do indivíduo. A remodelação permite que os tecidos já gastos ou que tenham sofrido lesões sejam trocados por tecidos novos e sadios. Ela também permite que o osso sirva como reserva de cálcio para o corpo.
Em um adulto saudável, uma delicada homeostase (equilíbrio) é mantida entre a ação dos osteoclastos (reabsorção) durante a remoção de cálcio e a dos osteoblastos (aposição) durante a deposição de cálcio. Se muito cálcio for depositado, podem se formar calos ósseos ou esporas, causando interferências nos movimentos. Se muito cálcio for retirado, há o enfraquecimento dos ossos, tornando-os flexíveis e sujeitos a fraturas.


O crescimento e a remodelação normais dependem de vários fatores
  • suficientes quantidades de cálcio e fósforo devem estar presentes na dieta alimentar do indivíduo;
  • deve-se obter suficiente quantidade de vitaminas, principalmente vitamina D, que participa na absorção do cálcio ingerido;
  • o corpo precisa produzir os hormônios responsáveis pela atividade do tecido ósseo:
Hormônio de crescimento (somatotrofina): secretado pela hipófise, é responsável pelo crescimento dos ossos;
Calcitonina: produzida pela tireóide, inibe a atividade osteoclástica e acelera a absorção de cálcio pelos ossos;
Paratormônio: sintetizado pelas paratireóides, aumenta a atividade e o número de osteoclastos, elevando a taxa de cálcio na corrente sanguínea;
Hormônios sexuais: também estão envolvidos nesse processo, ajudando na atividade osteoblástica e promovendo o crescimento de novo tecido ósseo.
Com o envelhecimento, o sistema esquelético sofre a perda de cálcio. Ela começa geralmente aos 40 anos nas mulheres e continua até que 30% do cálcio nos ossos seja perdido, por volta dos 70 anos. Nos homens, a perda não ocorre antes dos 60 anos. Essa condição é conhecida como osteoporose.
Outro efeito do envelhecimento é a redução da síntese de proteínas, o que diminui a produção da parte orgânica da matriz óssea. Como consequência, há um acúmulo de parte inorgânica da matriz. Em alguns indivíduos idosos, esse processo causa uma fragilização dos ossos, que se tornam mais susceptíveis a fraturas.
O uso de aparelhos ortodônticos é um exemplo de remodelação dos ossos, neste caso, resultando na remodelação da arcada dentária.
Os aparelhos exercem forças diferentes daquelas a que os dentes estão naturalmente submetidos. Nos pontos em que há pressão ocorre reabsorção óssea, enquanto no lado oposta há deposição de matriz. Assim, os dentes movem-se pelos ossos da arcada dentária e passam a ocupar a posição desejada.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Células-tronco


O que é

As células-tronco são células com a capacidade de se transformar (diferenciar) em qualquer célula especializada do corpo, ou seja, células características de uma mesma linhagem. Elas são capazes de se renovar por meio da divisão celular mesmo após longos períodos de inatividade e induzidas a formar células de tecidos e órgãos com funções especiais.
Diferente de outras células do corpo, como as células musculares, do sangue ou do cérebro, que normalmente não se reproduzem, células-tronco podem se replicar várias vezes. Isso significa que a partir de uma cultura de células-tronco é possível produzir milhares. Contudo, os pesquisadores ainda não têm conhecimento vasto do que induz a proliferação e autorrenovação dessas estruturas.
Outro enigma que desafia os cientistas é a questão da diferenciação: como células indiferenciadas simplesmente passam a ter funções especializadas, como os gametas e células sexuais? Sabe-se que, além dos sinais internos controlados por genes, o processo é ativado também por sinais externos, incluindo a secreção de substâncias químicas por outras células, o contato físico com células vizinhas e a influência de algumas moléculas.
Embora muitos laboratórios de pesquisa consigam induzir a diferenciação pela manipulação de fatores de crescimento, soro e genes, os mecanismos detalhados que regem o processo não são claros. Entretanto, encontrar a resposta para o problema pode ampliar o potencial terapêutico das células-tronco, já que células, tecidos e órgãos poderiam ser produzidos em laboratório ou recuperados no próprio corpo. Além disso, forneceria uma compreensão bem maior sobre doenças como o câncer, desencadeadas pela divisão anormal das células.
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Tipos

As células-tronco podem ser classificadas em totipotentes, quando conseguem se diferenciar em todos os tecidos do corpo humano, e pluripotentes ou multipotentes, quando são capazes de se transformar em quase todos os tecidos, exceto placenta e anexos embrionários. Células-troncooligotentes diferenciam-se em poucos tecidos, células-tronco unipotentes se trasformam em um único tecido.
Essas estruturas podem ser divididas, de acordo com a origem, basicamente em células-tronco derivadas de tecidos embrionários (somáticas) e células-tronco derivadas de tecidos não-embrionários (adultas). Células-tronco pluripotentes poderiam, teoricamente, derivar de qualquer célula humana.
Células-tronco embrionárias são aquelas que formam o interior do blastocisto, um aglomerado celular que dará origem a tecidos e órgãos necessários ao desenvolvimento do feto. A maioria das pesquisas atuais utiliza este tipo de célula-tronco para produzir mais células-tronco, que podem ser congeladas e divididas em laboratório. Posteriormente, são divididas e estimuladas para se tornarem células ou tecidos especializados.
Células-tronco adultas são células indiferenciadas encontradas no meio de células diferenciadas que compõem as estruturas do corpo. Elas têm a função de renovar e reparar os tecidos do corpo. Acredita-se que residam em nichos dos tecidos, algumas nas camadas externas de pequenos vasos sanguíneos, onde permanecem sem se dividir até que isso seja necessário.
Por existirem em quantidades reduzidas no corpo e pela dificuldade que apresentam para se dividir em relação às embrionárias, a produção em laboratório desse tipo de célula-tronco é limitada. Mesmo assim, cientistas desenvolvem a cada dia novos métodos para incrementar a cultura e manipulação destas células para utilização em tratamentos de lesões ou doenças.
Células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) são células adultas que foram geneticamente reprogramadas para o estágio de células-tronco embrionárias. Estudos estão sendo realizados para avaliar como a técnica poderia ser utilizada de forma segura em seres humanos. Em animais, a introdução de fatores de reprogramação celular com vírus pode, eventualmente, desencadear tumores. Entretanto, a estratégia parece promissora na medida em evitaria, teoricamente, a rejeição.
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Curiosidades

Há cinco décadas o pesquisador Leroy Stevens descobriu um tumor no saco escrotal de um rato de laboratório. Ao examinar o animal, identificou vários tecidos, incluindo dentes e cabelos. A partir desta constatação, traçou a origem do tumor e deu início ao estudo das células-tronco.
Somente 30 anos mais tarde, cientistas norte-americanos e ingleses conseguiram isolar células-tronco embrionárias a partir do blastocisto de um roedor. Em 1998, duas equipes independentes anunciaram o isolamento de células-tronco embrionárias humanas.
Em 2008, uma equipe anunciou a criação de um coração usando células-tronco de ratos e tecidos próprios do animal, como vasos sanguíneos e válvulas. Contudo, o órgão batia apenas com 2% da potência normal. Em julho de 2010, cientistas anunciaram a criação de um pulmão de rato “artificial” com células-tronco. O tecido funcionou apenas duas horas, pois coágulos de sangue se formaram.
Recentemente, pesquisadores dos Estados Unidos descobriram uma forma de produzir quantidades aparentemente ilimitadas de células-tronco adultas em laboratório. A equipe descobriu que células endoteliais – os blocos básicos do sistema vascular – produzem fatores de crescimento que induzem o crescimento de culturas de células.
Mesmo diante da possibilidade de produção de células-tronco em grandes quantidades, muitas mães doam o sangue do cordão umbilical do filho que nasceu para bancos de células-tronco, já que ali se encontra um grande número de células-tronco hematopoiéticas. A ideia é que esse material fique disponível para ser usado no futuro por alguma pessoa compatível, para tratar doenças como leucemia.
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Doenças beneficiadas

Câncer (reconstrução de tecidos e entendimento da divisão anormal de células)
- Doenças Cardíacas (renovação do tecido)
- Degeneração macular (reposição de células ou tecido da retina)
Diabetes (injeção de células produtoras de insulina)
- Doenças autoimunes (reposição de células do sangue)
Doença pulmonar (crescimento de novo tecido)
- Esclerose múltipla (reposição de células cerebrais)
- Lesões na medula (reposição de células neurais)
- Mal de Parkinson (reposição de células cerebrais)
- Mal de Alzheimer (reposição das células cerebrais)
- Osteoartrite (reconstrução do tecido)
Osteoporose (reposição de células)

CÉLULAS TRONCO
(Documentário)


CÉREBRO: MAL DE PARKINSON


domingo, 13 de outubro de 2013

O que é doença de Parkinson?

Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por: 
·         Rigidez muscular
·         Tremor de repouso
·         Hipocinesia
·         Instabilidade postural
Conforme a doença de Parkinson progride, ela se torna cada vez mais incapacitante, tornando as atividades diárias como tomar banho ou vestir-se, uma tarefa difícil ou em alguns casos, impossível. Muitos dos sintomas da doença de Parkinson abrangem a influência motora, a capacidade de controlar seus músculos e seu movimento.
A Doença de Parkinson é devida à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra.
Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os sintomas acima indicados.
Esta doença é astuciosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia).
A voz poderá ser constante, fluindo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, é brilhante.
A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.
Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três "R" – Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando, sobretudo nas mãos.
Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.

Mal de Parkinson: sintomas


quinta-feira, 20 de junho de 2013


A IMPORTÂNCIA DO FÍGADO


fígado é a maior glândula do corpo humano e pode executar mais de 500 funções. Encontra-se na região abdominal, do lado direito, logo abaixo do diafragma. Pode pesar até 1,5 kg. É um órgão bastante vascularizado, recebendo cerca de 70% do seu sangue proveniente da veia porta e o restante pela artéria hepática. Os nutrientes absorvidos pelo intestino chegam ao fígado pela via linfática. No fígado são metabolizados e acumulados. As substâncias tóxicas absorvidas são neutralizadas e eliminadas através da bile. O fígado possui atividade endócrina e exócrina.

Anatomia


O fígado é dividido em duas regiões principais: o lobo direito e o lobo esquerdo. O fígado está preso anteriormente a parede abdominal pelo ligamento falciforme, que é uma prega que separa os dois lobos.

Recebe sangue oxigenado proveniente da aorta através da artéria hepática e recebe sangue venoso do intestino, pâncreas e baço pela veia porta hepática. Conforme o sangue atravessa o fígado, os nutrientes são modificados. Por minuto, cerca de 1,5 L de sangue passa pelo fígado.
Os compartimentos hexagonais do fígado são chamados lóbulos hepáticos.
As células hepáticas são chamadas de hepatócitos.



Principais funções

  • Hemocarotese: também participa da destruição das hemácias.
  • Integração dos mecanismos energéticos
  • Emulsificação de gorduras da digestão secretando bile como produto final.
  • Armazenar e metabolizar vitaminas
  • Armazenar e metabolizar glicose
  • Desintoxicação de toxinas internas e externas
  • Conversão de amônia em uréia
  • Filtragem de impurezas


Importância

Uma vez com falência em suas células, suas funções não são recuperadas. Porém, um único pedaço transplantado pode salvar a vida de uma pessoa, pois o órgão tem capacidade de regeneração.
O fígado é extremamente importante para o organismo e lesões nele podem levar o indivíduo à morte.
Patologias
As hepatites são as patologias mais conhecidas. Existem também insuficiência hepática, fibroses e cirroses. O alto consumo de álcool é muito prejudicial ao fígado. Algumas patologias podem levar o indivíduo à morte.







Função do pâncreas


Illu pancrease português.jpg


PÂNCREAS


Pâncreas, órgão dentro do corpo que desempenha um importante papel na digestão da comida, também produz a insulina, o principal químico no corpo responsável pelo equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.

Localização


pâncreas mede 10 polegadas e localiza-se atrás do estômago, no lado esquerdo do corpo. Seu formato é parecido com o de um girino, com uma cabeça e uma cauda longa. A cabeça é achatada no intestino, dentro do qual o estômago esvazia os alimentos parcialmente digeridos. O pâncreas também é conectado ao fígado e ao intestino.
Função do pâncreas
pâncreas produz químicos chamados enzimas. Estas são essenciais à digestão dos alimentos, pois os quebram em partículas bem pequenas, o que facilita a absorção pelo organismo.
As enzimas são produzidas em pequenas glândulas no pâncreas e, depois, circulam pelo órgão dentro da primeira parte do intestino. Os sucos digestivos produzidos no pâncreas não são ativos até que tenham alcançado o intestino. As principais enzimas produzidas pelo pâncreas são a amilase, importante na digestão dos carboidratos (alimentos, como pão e batatas), a tripsina, que digere proteína (desde carne, queijo, leite e legumes, como grãos) e a lipase, que digere a gordura.
A glicose consiste na fonte de energia do corpo. Seu nível é controlado pela insulina, também produzida no pâncreas. Se o órgão não está trabalhando adequadamente e não está produzindo insulina como deveria, então uma condição chamada diabetes pode desenvolver.

Pancreatite




pancreatite é uma inflamação do pâncreas, uma condição potencialmente muito séria. Às vezes, é observada em pessoas com HIV e pode ser causada por alguns medicamentos anti-HIV ou outras medicações. Entretanto, a pancreatite é mais comumente causada por ingestão de álcool em demasiado.
Os sintomas incluem enjoo e dor, podendo ser muito grave, na área onde há a junção das costelas com meio do peito. A barriga também pode estar bem macia e dolorosa ao tocar. Se o pâncreas deixa de trabalhar apropriadamente, a comida não será digerida adequadamente, o que pode causar perda de peso e diarreia. Esta é clara e com mau cheiro devido à gordura não digerida.
O medicamento anti-HIV ddI pode causar pancreatite. Muito raramente, medicamentos anti-HIV da mesma categoria do ddI (NRTIs – inibidores de trana-se reversa nucleosídeos) levam também à pancreatite. As pessoas que apresentam outros fatores de risco para o desenvolvimento da pancreatite, particularmente o beber em demasiado e contagem de células CD4 muito baixa, possuem risco maior de desenvolver pancreatite se estiverem tomando ddI. Além disso, as pessoas que estão recebendo, ao mesmo tempo, tratamento para HIV ? incluindo o ddI ? e tratamento para hepatite C parecem apresentar mais risco de desenvolver a condição.
Em algumas pessoas, a pancreatite não causa mais do que sintomas muito leves ou mudanças nos níveis de enzima, as quais só podem ser detectadas com exames de sangue. Entretanto, em casos mais extremos, a pancreatite pode ser fatal. Em algumas pessoas, um ataque inicial de pancreatite possivelmente causará danos e levará a uma doença de longo prazo chamada pancreatite crônica.

Fonte: www.aidsmap.com
- See more at: http://www.jornallivre.com.br/220701/a-funcao-do-pancreas-no-corpo-humano.html#sthash.xAFqCMFO.dpuf



domingo, 16 de junho de 2013

A importância da insulina no metabolismo

Quando os níveis glicêmicos e insulinêmicos diminuem, um outro hormônio (glucagon) também liberado pelo pâncreas (células alfa), entra em ação, porque de alguma forma o organismo precisa compensar essa "falta" de glicose para que a glicemia não caia a níveis comprometedores. Então lança mão da glicogenólise (degradação do glicogênio convertido em glicose) para impedir que a concentração de glicose caia a níveis muito baixos, porém, depois de aproximadamente 8 horas as reservas de glicogênio hepático são deletadas e neste intervalo uma nova via é acionada: a gliconeogênese. Mesmo depois do consumo de todo o glicogênio hepático sob a influência do glucagon, a continuação da infusão deste hormônio ainda causa uma hiperglicemia mantida, por meio da transmissão de aminoácidos para convertê-los em glicose pelo fígado, para o fornecimento de energia. Logo, pode-se notar que as concentrações da glicose sanguínea é o fator mais potente que controla a secreção do glucagon. A maior parte da glicose formada pela gliconeogênese é empregada para o metabolismo neural. O organismo se adapta a nova situação, e evita que o pâncreas libere qualquer quantidade de insulina para evitar que as escassas reservas de glicose disponíveis possam ser usadas pelos músculos e outros tecidos periféricos deixando o cérebro sem uma fonte de nutrição.Dessa forma, de acordo com as necessidades do organismo, o pâncreas é colocado para secretar insulina ou glucagon, dependendo da atividade metabólica a ser desenvolvida, utilizando energia das ligações químicas liberadas pelo catabolismo da glicose durante a respiração celular ou processo de fermentação lática.

A importância da insulina no organismo


A insulina é a hormona produzida pelo pâncreas, a sua função é transportar o açúcar ou glicose às células para que o nosso corpo disponha da energia necessária.
Devemos ter em conta que todo o açúcar que entra no nosso sangue não provêm unicamente dos alimentos doces e do açúcar de mesa, mas de todos os alimentos ricos em hidratos de carbono ingeridos com a alimentação. Todos os hidratos de carbono durante o processo digestivo transformam-se em glicose (açúcar) na corrente sanguínea. A glicose é o alimento das células e o nosso cérebro alimenta-se exclusivamente de glicose. A glicose é o combustível do cérebro.
O problema surge quando os níveis de açúcar (glicose) aumentam no sangue. Para solucionar este problema o pâncreas vê-se obrigado a segregar mais insulina.


Fosforilação oxidativa

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ciclo de Krebs 

O ciclo de Krebs, ou ciclo do ácido cítrico, é uma sequência circular de oito reações que ocorre na matriz mitocondrial. Nessas reações, os grupos acetil (que provêm dos dois piruvatos que, por sua vez, vieram da glicose) são degradados em duas moléculas de gás carbônico, ao mesmo tempo que quatro elétrons são transferidos para três NAD e um FAD, e uma molécula de ATP é formada por fosforilação pelo nível de substrato.
Para entrar no ciclo do ácido cítrico, o piruvato deve ser, primeiramente, descarboxilado, liberando CO2 e formando NADH. A molécula de gás carbônico produzida será, tal qual outras resultantes do ciclo de Krebs, excretada no nível dos alvéolos pulmonares, no processo conhecido como respiração sistêmica.
A molécula com dois carbonos (grupo acetil) combina-se com a coenzima A, formando a acetil-CoA. radicais acetil provindos de lipídios também entram no ciclo de Krebs como acetil-CoA. Alguns aminoácidos oriundos do catabolismo de proteínas podem ser convertidos em intermediários do ciclo de Krebs.
Durante as reações do ciclo, são retirados hidrogênios do acetil e estes são passados para os nucleotídios NAD+ e FAD, que levam estes hidrogênios para as cristas mitocondriais, onde acontece a fosforilação oxidativa, que gera ATP.
Noprocesso de fosforilação oxidativa ocorrem: o transporte de elétrons; a síntese de ATP por meio de uma enzima; o consumo de oxigênio molecular e a produção de moléculas de água.

MITOCÔNDRIA

Ciclo de Krebs
1 – Citrato sintetase
2 – Aconitase
3 – Isocitrato desidrogenase
4 – Alfacetoglutarato desidrogenase
5 – Succinil CoA sintetase
6 – Succinato desidrogenase
7 – Fumarase
8 – Malato desidrogenase.
PRODUÇÃO ENERGÉTICA: 3 NADH + 1 FADH + 1 ATP
Ciclo de Krebs

 FERMENTAÇÃO LÁCTICA E ALCOÓLICA

 A fermentação é um processo metabólico,  que com a ajuda de alguns microorganismos, obtém energia a partir dos nutrientes tratando-se assim de um processo catabólico, ou seja, é um processo que conduz, através de várias reações , à degradação de moléculas complexas formando moléculas mais simples, havendo libertação de energia. Consiste em múltiplas reações redox (oxidação-redução) catalizadas por enzimas na ausência do oxigênio sendo obtido basicamente ATP. Os microorganismos servem-se da glicose, sendo uma das vias metabólicas mais comum  que conduz  à fermentação desta molécula, a glicólise.A glicólise permite que através do consumo da glicose e de ATP seja obtido 2 ácidos pirúvidos  e 4 ATP.
Glicólise


Fermentação Láctica
É um processo metabólico no qual é utilizado a glicose (com a ajuda de bactérias como a Lactobacillus e Streptococcus, no caso do queijo fresco a ser produzido na actividade não sabemos se foram utilizadas enzimas ou bactérias) de modo a  efectuar a glicólise que vai permitir adquirir ácido pirúvico. A redução do piruvato e respectiva combinação com o hidrogénio transportado pelo NADH vai levar à produção de ácido láctico. Através desta fermentação podemos fabricar alimentos como o iogurte e o queijo.



Fermentação Alcoólica
É caracterizada pela produção de etanol e dióxido de carbono.Este processo é realizado por fungos (leveduras) quando colocados em condições anaeróbicas ou seja na ausência do oxigénio.As bebidas alcoólicas como a cerveja, e o pão são possíveis produtos da utilização desta fermentação na indústria.O etanol (produto final) provém da redução do aldeido acético (formado por descarboxilação do piruvato). O rendimento energético da fermentação alcoólica é de 2 ATP provenientes o processo da glicólise.
Fermentação Alcoólica