A importância da insulina no metabolismo
Quando os níveis
glicêmicos e insulinêmicos diminuem, um outro hormônio (glucagon) também
liberado pelo pâncreas (células alfa), entra em ação, porque de alguma forma o
organismo precisa compensar essa "falta" de glicose para que a
glicemia não caia a níveis comprometedores. Então lança mão da glicogenólise
(degradação do glicogênio convertido em glicose) para impedir que a
concentração de glicose caia a níveis muito baixos, porém, depois de
aproximadamente 8 horas as reservas de glicogênio hepático são deletadas e
neste intervalo uma nova via é acionada: a gliconeogênese. Mesmo depois do
consumo de todo o glicogênio hepático sob a influência do glucagon, a
continuação da infusão deste hormônio ainda causa uma hiperglicemia mantida,
por meio da transmissão de aminoácidos para convertê-los em glicose pelo
fígado, para o fornecimento de energia. Logo, pode-se notar que as
concentrações da glicose sanguínea é o fator mais potente que controla a
secreção do glucagon. A maior parte da glicose formada pela gliconeogênese é
empregada para o metabolismo neural. O organismo se adapta a nova situação, e
evita que o pâncreas libere qualquer quantidade de insulina para evitar que as
escassas reservas de glicose disponíveis possam ser usadas pelos músculos e
outros tecidos periféricos deixando o cérebro sem uma fonte de nutrição.Dessa forma, de acordo
com as necessidades do organismo, o pâncreas é colocado para secretar insulina
ou glucagon, dependendo da atividade metabólica a ser desenvolvida, utilizando
energia das ligações químicas liberadas pelo catabolismo da glicose durante a
respiração celular ou processo de fermentação lática.
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